No AGROSUL 2012, do Receituário Agronômico, opine sobre um dos pontos que constam da Carta de Curitiba.

Um dos grandes desafios da profissão de Engenheiro Agrônomo é o da aplicação de ciência e tecnologia nos sistemas de produção agrícola para com ética se garantir a produção de alimentos, fibras e energia em quantidade e qualidade suficientes para o atendimento das demandas do País, sempre de forma social e ambientalmente sustentável, do que decorrem os conceitos de Segurança Alimentar e de Agricultura Sustentável.

 A prática da agricultura implica na alteração dos ecossistemas, e quase sempre no surgimento de pragas e doenças nas plantas, reação normal da natureza. De modo a se garantir a produção agrícola, cabe aos Engenheiros Agrônomos, orientar o manejo das culturas. Para tanto, sob os conceitos da defesa sanitária vegetal, uma das ferramentas agronômicas utilizadas para o controle dos organismos indesejáveis e para a proteção da qualidade e produtividade das plantas, são os ingredientes químicos conhecidos como agrotóxicos.

 Em função da insuficiente presença de Engenheiros Agrônomos na orientação diretas de atividades de defesa vegetal desenvolvidas em propriedades rurais, tem-se criado várias exigências burocrático-legais relativas à aquisição e utilização de produtos químicos agrotóxicos, as quais têm a intenção de minimizar riscos de contaminação dos alimentos e do ambiente por tais substâncias. O complexo aparato legal atualmente existente, muitas vezes acompanhado por rigorosa ação fiscal sobre documentação emitida sobre a venda de agrotóxicos, não tem sido suficientemente eficaz para a correta utilização no campo dos produtos agrotóxicos adquiridos por muitos produtores rurais.

 Por outro lado, as exigências legais têm sido plenamente cumpridas no que tange à venda de agrotóxicos atrelada à emissão de receita agronômica. Muitas receitas agronômicas têm sido emitidas por profissionais vinculados a revendas de insumos ou a cooperativas. Os emissores nem sempre atendem a lavoura que receberá o produto adquirido. Desta forma enfatiza-se a importância da receita agronômica ser emitida pelo Engenheiro Agrônomo responsável técnico pela propriedade ou obra, o que permitirá diagnósticos e recomendações mais precisas e eficazes, inclusive com a emissão de recitas agronômicas em tempo e local mais apropriados ao bom desempenho do exercício profissional.

 Para o caso de agricultores que não possam contratar os serviços de um Engenheiro Agrônomo, o Estado deve atender o que se propõe, por meio da re-estruturação dos serviços de extensão e assistência técnica rural.

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